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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Um dos males psicológicos mais generalizados na atualidade (2a parte)

A impaciência adquire, frequentemente, caráter de obsessão. Quando atinge tal extremo, qualquer espera, por curta que seja, assume no impaciente perfis de tragédia. Su­põe que tudo se conjurou para torturá-lo, só respirando com satisfação quando vence algum contratempo.

O impaciente é um escravo do tempo, desse tempo fan­tasmagórico que nada tem a ver com o autêntico, que tão frequentemente o homem dissipa em banalidades, justamente por desconhecer seu valor real.

Esta deficiência cria, artificialmente, a angústia do tem­po e faz viver em permanente agitação interna. Quem a padece vive sob a pressão constante de pensamentos que o impelem a apressar tudo quanto pensa fazer ou faz – como se existissem para ele prazos rigorosos em todos os seus afazeres –, e o mantém em aguda aflição durante o tempo em que seu interesse se acha pendente de algo: uma notícia, uma res­posta importante, uma solução, etc.

Além do muito que sofre moral e fisicamente, o impaciente malogra muitas oportunidades, projetos ou ideias que, caso seguissem um processo normal, se teriam transformado em êxitos, como coroamento de esforços conduzidos inteli­gente e pacientemente.

Custa muito ao impaciente entender que cada coisa requer seu tempo, assim como lhe é difícil en­tender que aqueles que lhe prestam seu concurso, ou o secundam em seus esforços, nem sempre podem ou estão dispostos a seguir o ritmo que sua deficiência lhes pretende impor.

Além de infundir serenidade, a paciência torna o homem compreensivo,      permitindo-lhe pensar com utilidade e proveito

 

Que ganhamos por sermos impacientes? Solucionare­mos o problema que as exigências desta deficiência nos criam? Formulemo-nos essas perguntas tantas vezes quantas experimentemos suas pressões, e logo nos será fácil pôr em ação a antideficiência que corresponde aplicar, a paciência inteligente, que lhe tirará força e finalmente a vencerá.

Ao dizermos paciência inteligente, referimo-nos à paciência ativa. Não à que induz a esperar passivamente, mas sim à que, além de infundir serenidade, torna o homem compreensivo, permitindo-lhe pensar com utilidade e proveito, como tam­bém estar atento a suas necessidades e deveres durante todo o tempo abrangido pela espera.

A paciência é uma das virtudes mais valiosas e também mais difíceis de alcançar. Todavia, sua posse não é impos­sível, caso seja seguido rigorosamente o processo de compreensão, adestramento e realização que a porá ao nosso alcance.

Aplique-se cada um ao cultivo desta virtude e saberá cumprir com satisfação o mandato da vida.

 

 

Texto extraído do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, pág. 96
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