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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Ser e não ser

Ao encarar o tema Ser e não ser, faremos um convite à mente para que ela pergunte e responda a si mesma: Estou de acordo com o que tenho feito durante minha vida? Pude, em algum momento, experimentar com toda plenitude a sensação de existir? Tenho comprovado que meu ser existe? Como é meu ser? 

 

Por considerarmos que será um pouco difícil responder às perguntas formuladas, trataremos de conduzir o pensamento ao encontro de elementos de juízo indispensáveis para esboçar uma proposição adequada. 

 

Se levarmos em conta que para ser é absolutamente necessário sentir e experimentar a existência dentro desse mesmo ser, poderemos medir o grau ou a intensidade em que isso é ou foi realizado. Desse modo, aos olhos do entendimento, o ser aparece constituído pelo que sabe e pelo que realizou com base nos conhecimentos com os quais se identificou. Esses conhecimentos formam a consciência.

 

Quanto mais conhecimentos, maior é a consciência,

 

e quanto maior é a consciência mais o ser se agiganta espiritualmente. 

 

De modo que aquele que se conforma em ser apenas um ser humano não conquista a qualidade de ser no sentido real da palavra – um ser superior; um ser que esteja acima dos demais seres humanos, daqueles que, aparentando ser, estão ainda no plano do não ser.

 

A cada dia se pode ser mais. Em quaisquer campos da vida acontece a mesma coisa. Assim, por exemplo, com aquele que inicia um negócio ou começa uma carreira sem nada saber a respeito. Nessas condições, ele não é nada, mas vai sendo algo à medida que vai sabendo. É assim que chega a ser um profissional, um grande comerciante, etc. Por quê? Porque agora sabe; porque deixou de ser um "não ser" para ser médico, advogado, engenheiro, industrial, comerciante, etc. 

 

Assim acontece tanto na vida comum quanto na superior. Uma pessoa que empreenda uma investigação no campo logosófico, para conhecer os mistérios do mecanismo mental, da evolução consciente, a fim de penetrar na vida interna e descobrir muitas coisas de si mesmo, a princípio não sabe nada. Inicia na condição de não ser, mas vai sendo conforme vai sabendo, vai conhecendo. Esse conhecimento é, precisamente, o que lhe confere a qualidade ou a condição de ser; e esse ser, à medida que mais conhece, mais é.

Texto extraído do Livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 429-430
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