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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Resultados da realização logosófica no aspecto social do ser humano ( 1.ª parte)

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

A Logosofia sempre sustentou e sustenta que todo processo de melhoramento social haverá de fracassar, inevitavelmente, se antes não se encara o problema do indivíduo, isto é, se este não é formado sobre a base de uma disciplina interna que o eduque psicologicamente no sentido de prestar serviços à sociedade sem ser absorvi­do por ela, evitando assim o truncamento de sua independência de juízo, concretizada em sua liberdade moral e espiritual. O homem-massabem o sabemos é um ser anulado, que deve obedecer cegamente às diretrizes de sua agremiação ou sindicato, que por sua vez obedecem, como se vê em todas as partes, a diretrizes políticas. Em tais condições, como pode melhorar a situação dessa massa de homens apegados a rígidos comandos, se individualmente eles não têm perspectiva alguma de melhoramento?

Sua única esperança está voltada para o que a massa conquiste, mais por força de violências do que pelo esforço regulador da produção. É que o melhoramento indiscriminado de todos os que integram a massa desalenta os capazes, os empenhados que anseiam lavrar para si um porvir. E é natural que o nivelamento dos salários produza, instantaneamente, uma quebra no trabalho consciente dos melhores, incidindo esse fato no maior custo da mão-de-obra, que aumenta em consequência das reivindicações trabalhistas, através das quais se pensa, com ilusão, escapar do inferno da inflação.

Confrontem-se, agora, os resultados obtidos com esta nova cultura.

A Logosofia começa por levar o homem à conquista de sua própria liberdade e independência

Como? Fortalecendo os pontos débeis de sua psicologia, fazendo-o compreender que dentro dele existem recursos mais que suficientes para aumentar seus ganhos e diminuir seus gastos. É certo que o indivíduo pode confiar em suas forças e em sua capacidade quando se propõe valorizar a moeda depreciada, buscando em atividades extras, ou em aperfeiçoa­mentos técnicos, o incremento de seus salários, mas é interessante saber que tudo isso pode ser em alto grau facilitado mediante a realização do processo de evolução, pois, por esse meio, serão encontradas as soluções apropriadas para dar à vida a amplitude necessária, o que jamais seria alcançado com os aumentos coletivos que os homens-massa conseguem após árduas lutas, enquanto continuam como presas do número, que lhes absorve a individualidade.

Quando o ser humano desfruta as prerrogativas de sua liberdade e é consciente disso, sente-se firmemente inclinado a es­tender esse benefício a seus semelhantes. A Logosofia, entre tantas outras coisas, lhe ensina isto, razão pela qual os bens morais, espirituais e econômicos que representam essa conquista são estendidos e oferecidos a cada um dos integrantes da massa anônima, para serem compartilhados, com o objetivo de que, por sua vez, eles recuperem a independência e a liberdade perdidas. Poder-se-á objetar que os resultados dependem de um lento processo. Estamos de acordo; mas ninguém ousará desconhecer que, por esse meio, se avança para a conquista efetiva e real de um futuro promissor para o homem, enquanto que, pelo outro, se anda em sentido contrário.

Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica, p. 88
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