artigos

Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Resultados da realização logosófica no aspecto moral do ser humano (2.ª parte)

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

A moral se edifica com o bom exemplo, não com palavras. Nutre-se e afirma-se numa atitude que surge do ser interno como imperativo da consciência. Essa atitude é o respeito; o respeito que cada qual deve ter para consigo mesmo, a fim de não prejudicar seu conceito com pensamentos, palavras ou atos que o denigrem; o respeito ao semelhante, que outorga a mesma consideração por parte dos demais; o respeito a Deus, afastando da mente todo pensamento ou ideia que não favoreça a aproximação a Ele pelo caminho do saber e da perfeição; finalmente, o respeito que se deve a tudo o que, por sentimento natural, inspira respeito.

Nos ambientes onde se cultiva o ensinamento logosófico, ambientes nos quais o respeito e o afeto se somam ao afã comum de evolução, a moral é uma norma congênita, tornada hábito em to­dos. Daí que a infância e a juventude não sofram ali o desamparo espiritual que os que vivem e se educam em outros ambientes acusam.

Quando os jovens não são instruídos, durante sua fase incipiente como seres racionais, acerca dos perigos que ameaçam suas vidas, caem facilmente nas redes que as ideologias extremistas lhes estendem, com o fim de enganá-los e fazê-los servir a seus obscuros desígnios.

Ao proteger a infância e a juventude contra qualquer tipo de intenções que pretenda desviá-las do bom caminho, a Logosofia oferece a todos a possibilidade de conservar sua liberdade

E a conservam não se entregando ao domínio de ninguém, senão ao de si mesmos, para serem donos absolutos de sua pessoa e responsáveis diretos pela condução de sua vida.

Quem experimentou a tortura do desconceito por ter sua pessoa diminuída verifica, mediante o saber logosófico, que seu pensar e sua conduta lhe vão granjeando simpatia e respeito, o que lhe permite sentir-se cômodo e a gosto onde quer que se encontre, seja entre amigos, seja entre simples conhecidos. Em outros termos, aprende a ser grato e a inspirar uma boa recordação em todas as partes. É um crédito moral nada desprezível.

O enunciado destes resultados e benefícios nos permite destacar o enorme valor do processo de evolução consciente, o qual, ao mesmo tempo que depura o indivíduo de tudo de mau e inservível que atormenta sua existência, concede-lhe a vantagem de supri-la com o que lhe seja útil e realmente bom, e essa série de transformações constitui o princípio básico no qual vai sustentando sua própria redenção. Isso é o que todos podem fazer por si mesmos, sem necessidade de recorrer a nenhum intermediário oficioso; ninguém pode arrogar-se esse poder a expensas de outrem, porque Deus dotou cada criatura humana para que a liberdade, o dever, o direito e a responsabilidade se consubstanciem nela como essência viva e inalienável de sua existência.

Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica, p. 82
Cadastra-se Projeto Cultural