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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Particularidade da Logosofia

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Geralmente, os que tomam contato com a Logosofia observam algo nela que não podem definir; é sua força, que atrai, que entusiasma e promove no ser interno uma série de movimentos que lhes fazem experimentar a necessidade de superar a si mesmo.

Todavia, à medida que se conectam com um ou outro ensinamento, advertem que não os podem abarcar; e, não obstante compreender que eles devem acondicionar-se à própria vida, a inércia mental faz com que, mais de uma vez, se esfume o efeito produzido ao escutá-los ou lê-los. Apesar disso, fica a recordação deles, sentindo como se esvoaçassem na mente, a modo de brisa matinal, que convida a despertar.

Tudo isso não é suficiente ainda para definir essa particularidade da Logosofia. E tal fato não acontecerá enquanto não se dominar a fundo o conhecimento que permita colocar dentro do ser um crescente número de ensinamentos, aos quais possa prodigar toda a atenção e o calor do afeto que merecem. Sem dúvida, essa particularidade se manifesta quando o incipiente investigador da Logosofia, em seu afã de que o ensinamento permaneça dentro dele, busca comunicar aos demais o pensamento logosófico, como uma necessidade interna.

O conhecimento logosófico cria um mundo novo e real

Ao comunicá-lo, nota como se prontamente aflorassem em sua mente múltiplas ideias, que aparecem como imantadas por uma força interna que antes não possuía; é que aquilo que começa a compreender atrai muitos dos ensinamentos que acreditou esquecidos. Deste modo adverte que, nessa comunicação ao semelhante, encontra o prazer de sentir como os ensinamentos logosóficos permanecem nele; a cada palavra que pronuncia segue, como compensação, a recordação de muitas daquelas imagens que, plasmadas um dia em sua mente, por esquecimento, por descuido ou por inércia, foram se apagando até desaparecer.

Veja, pois, quão conveniente é o treinamento, o constante movimento de tudo o que, dentro da mente, vai formando parte da vida e que deve encontrar seu encaminhamento definitivo como orientação fixa e inalterável.

Porém, não obstante a circunstância anotada, que, penso, muitos têm experimentado,  existe outra que tem igual virtude. Com efeito, quando não há ninguém a quem comunicar o pensamento logosófico, busque o que está mais próximo de você, dirigindo-se ao seu próprio ser interno. Formule perguntas, tal como um semelhante o faria com você; assim, em vez de ser outro quem as formule, poderá fazer perguntas a si mesmo, e ver como, em resposta a tais perguntas, afloram pensamentos que, em muitos casos, não havia sequer suspeitado que pudessem corresponder tão solicitamente ao chamado da inteligência.

O conhecimento logosófico cria um mundo novo e real. Tudo que é novo por si mesmo atrai, mas este mundo novo tem, ademais, a virtude de tornar agradável essa realidade que oferece, sem que se sinta dor alguma, quando o ilusório vai se dissolvendo gradualmente até desaparecer.

Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 277
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