artigos

Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Para que quero casar-me?

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Todos os jovens, de ambos os sexos, em via de contrair matrimônio, e principalmente o varão, deveriam formular para si a seguinte pergunta: ‘Para que quero casar-me?’

Eis a interrogação que o homem deveria propor a si antes de acometer semelhante empreendimento. Examinada a pergunta à luz de nossos pensamentos e possibilidades discernitivas, ela haverá de nos levar a pensar que a determinação de nos casarmos responde ao desejo de adotar o gênero de vida oferecido pelo matrimônio. A essa conclusão terá de nos conduzir, necessariamente, o fato de haver encontrado a mulher que corresponde a nossas aspirações e que reúne, por conseguinte, as condições para nos fazer felizes.

 

O homem quer formar um lar e dedicar-se, com a espontaneidade que surge de seu coração, aos seres queridos que haverão viver nele, isto é, sua esposa e filhos


O homem quer formar um lar e dedicar-se, com a espontaneidade que surge de seu coração, aos seres queridos que haverão viver nele, isto é, sua esposa e filhos. Mas, para que isto seja uma realidade, o amor que a mulher tenha chegado a lhe inspirar, terá de predominar sempre em alto grau sobre sua condição sexual, propensa a excitar seus sentidos e desviá-lo desse objetivo. Assim sendo, jamais se ofuscará a imagem refletida no espelho de seu sentimento. Como, porém, conservar através dos anos o encanto desse amor puro, nobre, profundo, que a alma respira nos dias de namoro?

Ocorre com extrema frequência que o homem, depois de experimentar a convivência com muitas mulheres, decide de repente fechar os olhos para todas e olhar somente para aquela que ele escolheu com o fim de enfrentarem juntos a grande batalha da vida. Que particularidades misteriosas viu ou descobriu nela, a ponto de distingui-la, colocando-a em lugar tão privilegiado? E por que acontece com tanta frequência que o homem acha que se equivocou em sua escolha?

Se ele parasse para pensar em suas próprias deficiências ou culpabilidade é provável que na maioria dos casos tal coisa não sucederia. Muito é o que o homem tem de aprender, e não menos a mulher. Duas coisas são indispensáveis para que perdure esse amor fresco e puro que se sente pela amada, sem que se debilite jamais. A primeira é o afeto, que, menos impulsivo que a paixão, assegura seu arraigamento, já que, se bem seja certo que a paixão infunde vida ao amor, o afeto é chamado a preservá-lo e conservá-lo. A segunda, tão indispensável quanto a primeira, é nossa dignificação aos olhos do ser querido. Esta só se consegue por meio dos esforços e das preocupações pelo bem-estar da família, e alcança sua máxima expressão quando nos elevamos, numa superação constante.
 
Sendo o amor uma força e também um poder, nenhuma circunstância poderia ser mais oportuna, para ensaiar sua virtude, do que a de empregá-lo na consagração definitiva de um lar que possa ser exemplo para lares. O amor é o grande elemento com que se suprem muitos claros produzidos no âmbito sensível pelas deficiências caracterológicas, e é também o que infunde confiança em nossas próprias forças.
 
Trechos extraídos do livro O Senhor De Sándara p. 212 a 215
Cadastra-se Projeto Cultural