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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O livro na educação da humanidade -1a parte

O livro é recurso eficaz para que os povos se conheçam e possam compartilhar os benefícios que cada grande conquista proporciona à evolução do pensamento, em consecutivos avanços na conquista do bem e da felicidade. Entretanto, entre os milhões de livros que circulam, nem todoscontêm ideias construtivas ou de alta finalidade moral, intelectual ou social.

 

Naturalmente, para uma inteligência preparada, o fato de haver livros que carecem de utilidade tem pouca ou nenhuma importância, pois está em condições de escolher os melhores; o pernicioso é alguém sem preparação alguma, sem um juízo amadurecido no estudo, sem disciplina intelectual escolher ao acaso quaisquer livros, dando muitas vezes aos ruins uma marcante preferência. Daí a necessidade de fomentar o estudo e ensinar a pensar, porque é fácillevar as pessoas que não pensam de um extremo a outro, por ser particularidade delas seguir cegamente aqueles que, tendo maior capacidade, as conduzem segundo suas conveniências,interesses ou tendências do momento.

 

O autor expõe seu pensamento, seja da índole que for, para fazer os leitores participarem de seu conhecimento, de suas experiências ou de suas satisfações, ao entrelaçar numa fina trama o que crê interessante dar a conhecer. Assim, as obras científicas ou filosóficas, como todos os textos de estudo, servem para auxiliar o entendimento dos que abraçam uma carreira ou uma profissão; as literárias, a regozijar o espírito no mundo das ideações, das belezas naturais e panorâmicas ou no da fantasia.

 

Quem escreve um livro experimenta uma série de sensações que estimulam fortemente sua vontade e seu entusiasmo

 

mas nem tudo que sua observação percebe acerca do mundo, da Natureza, dos homens ou das coisas ou que aparece em sua concepção mental é consignado. O que o autor escreve é só uma parte daquilo que ele pensou, não obstante ter a sensação de que nada escapa à sua recordação no momento de materializar seu pensamento. A ideia em si, surgindo luminosa na concepção mental, não é a mesma coisa que a fotografia que dela faz depois a inteligência.

 

Ocorre algo semelhante quando, na volta de uma viagem discorre-se sobre paisagens ou lugares visitados que impressionaram vivamente o espírito, os que escutam não poderão participar além de uma mínima parte das sensações experimentadas, o que não impede que alguém, interessando-se em conhecer as maravilhas descritas, decida experimentar idênticas sensações. O relato teria então servido como estímulo a conhecer e sentir o que, sem ele, seguramente não se teria levado a cabo.

Texto extraído da Coleção Revista Logosofia, tomo 1, pág.191
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