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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O homem, sua vida e seu destino - 1a parte

Deus nos deu um ser dotado de todas as condições para que façamos dele uma obra mestra, graças ao constante aperfeiçoamento dessas condições; aperfeiçoamento cuja obtenção requer o auxílio de conhecimentos que conduzam a inteligência ao descobrimento de cada uma das facetas desse maravilhoso diamante interno que todos possuímos, e que só brilha quando o polimos. 

 

Essa joia da natureza humana se encontra nas próprias entranhas do ser, coberta e recoberta por camadas protetoras, à semelhança do mineral que se transforma em pedra preciosa, o único que não pode ser lapidado senão com o próprio pó; o mais límpido de todos, que não pode ser riscado por nenhum corpo, e cujas arestas cortam o cristal sem quebrá-lo.

 

Não se trata, pois, de realizar uma simples viagem de exploração dentro de si mesmo, sem outro preparo que a audácia pessoal, porque se extraviaria no caminho após pouco andar. É imprescindível estudar previamente a topografia do campo psicológico individual. A Logosofia assinala suas partes mais acidentadas e mostra as passagens difíceis, proporcionando elementos para transpô-las com êxito. 

 

É essencial que o homem saiba que é um acumulador de energias, tal como o prova sua constituição física, mental e psicológica, e que pode servir-se delas na aplicação de seus esforços no próprio aperfeiçoamento.

 

A Logosofia ensina a concentrar essas energias, destinadas a fortalecer o espírito e a promover o ressurgimento do ser consciente em esferas superiores de evolução. O contrário do que faz a maioria, que só acumula essa potência dinâmica na medida necessária para viver e vegetar, e, quando excede essa necessidade, gasta as reservas em preocupações ou em diversões de toda índole, que em nada beneficiam o ser íntimo, que clama por existir e governar seu mundo mental-psicológico, em consonância com o grande objetivo de sua existência.

 

A vida é um espelho onde se reflete o que o ser pensa e faz,

ou o que os pensamentos próprios ou alheios o levam a fazer

 

Para o comum dos homens, a vida é o espaço compreendido entre o primeiro e o último dia de seu ser físico. Pertence-lhes exclusivamente e podem, portanto, fazer dela o que lhes apraz. Porém, o indivíduo que assim pensa conhece todos os usos que pode fazer dessa grande oportunidade humana? Mais de uma vez já não o vimos deplorar, entristecido, o tempo que sem proveito lhe fugiu com a vida? Já não o vimos insatisfeito e desconforme com a existência que levou? E não tem ele atribuído à má sorte seus padecimentos e infortúnios? Pois bem, que solução lhe foi oferecida para desfrutá-la em seus elevados conteúdos? 

 

Não bastam, pois, nem a prática de princípios nobres e piedosos, nem todas as variações do engenho humano, para viver a vida na plenitude de sua força renovadora e no cumprimento dos elevados objetivos de bem para os quais ela foi instituída. A verdadeira felicidade de viver se encontra quando vão sendo conhecidos os extraordinários recursos que ela contém; isso quer dizer que, ao conhecê-la por dentro, são descobertas suas ignoradas possibilidades e suas luminosas projeções. 

Extraído do Livro Mecanismo da Vida Consciente, pág. 48 a 51
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