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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O cultivo da valentia

Você deverá tomar cada fracasso como princípio de triunfo, sempre que dele extraia o elemento que lhe faltou para vencer.

São muitos os que se desalentam quando os fracassos sobrevêm, muitos os que se desmoralizam e esmorecem por essa causa. A vida é, no entanto, atividade constante; a própria natureza nos mostra isso. Por que, então, a mente humana há de permanecer passiva, quando tem a seu alcance tantos pensamentos úteis para ativar sua capacidade e sobrepor-se aos obstáculos?

Você bem sabe quão propenso é o homem a se deixar invadir pelas emoções tristes, amargas, violentas ou ingratas que recebe. Isto altera seu sistema nervoso, abala sua saúde e, além disso, azeda seu caráter. Para evitar tais efeitos, exercite-se muito no uso desse grande elemento neutralizador das emoções, ou contra-emocional, que meus ensinamentos lhe oferecem. A uma emoção pessimista, oponha logo outra otimista, alegre, estimulante; a uma violenta, outra sedante; e faça isso sempre com plena consciência de sua eficácia.

Quando as lutas que a vida lhe oferecer forem duras, suavize-as. Não aumente sua dureza tornando-se pessimista ou deixando que sua fortaleza decaia. Faça da luta, em todo momento, um ensinamento; torne doce seu sabor quando essa luta lhe for amarga. Verá como a observância deste conselho o levará ao triunfo.

Desterre de si para sempre o temor, por ser sinal negativo da existência humana

Insufle em sua vida essa força que se chama valor, porque necessitará dela para enfrentar com inteireza e compreensão as situações difíceis; inclusive para encarar os êxitos, porque estes podem nublar a razão e perder mérito, por não se ter sabido conter a tempo os excessos da vanglória pessoal. Ainda necessitará de valor para desfrutar a própria felicidade, se não quiser que ela se desvaneça por um momento de debilidade ou pelo simples temor de perdê-la.

O valor é uma força em extremo estimulante, porque amplia o campo mental e dá solidez ao pensar e ao atuar. O temor é, ao contrário, deprimente: aflige, tortura, amargura, entristece.

Desterre de si para sempre o temor, por ser sinal negativo da existência humana. Comprove você mesmo, a cada dia, se em seus pensamentos, em suas palavras e em seus atos há maior valentia do que na véspera. Compreenderá, então, que ser valente é dar mostra de segurança pessoal. Daí, justamente, dessa segurança pessoal, surge o verdadeiro valor. Essa será a melhor garantia da fé que você irá depositando em si mesmo, fé que necessita sempre do valor enquanto cresce; a única fé válida, porque faz o homem consciente de seus deveres para consigo mesmo, para com seus semelhantes e, essencialmente, para com Deus, seu Criador.

Trechos extraídos do livro Bases para Sua Conduta págs. 36 a 39
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