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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Liberdade: princípio e fundamento da vida

A palavra liberdade assume, nos dias em que vivemos, a máxima importância. É a expressão com que todos os povos do mundo definem o maior de seus desejos e de suas aspirações para o futuro.

Para alcançar o verdadeiro significado ou, melhor ainda, o conteúdo essencial da palavra liberdade, é imprescindível que cada ser humano saiba com a maior amplidão o que se deve entender por liberdade em seus aspectos fundamentais, já que ela, como princípio, lhe assinala e substancia sua posição dentro do mundo.

Se em verdade se quer obter um conhecimento cabal do que a liberdade é e deve representar para a vida, é preciso vinculá-la muito estreitamente ao dever e à responsabilidade individual, pois estes dois termos, de grande conteúdo moral, constituem a alavanca que move os atos humanos, preservando-os do excesso, sempre prejudicial à independência e à liberdade de quem nele incorre.

A liberdade é prerrogativa natural do ser humano. Como espécie superior a todas as que povoam o mundo, o homem nasce livre, embora disso não se dê conta até o momento em que sua consciência o faz experimentar a necessidade de exercê-la como único meio de realizar as funções primordiais da vida e o objetivo que cada um deve atingir como ser racional e espiritual.


O conhecimento confere maior liberdade a quem sabe usá-la com prudência e inteligência

Muitas vezes ocorre, sem que o homem na maioria dos casos o perceba, que o cerceamento da própria liberdade deve ser atribuído a si mesmo. Todos os atos equivocados, todos os erros ou as faltas em que se incorre, fazem minguar a liberdade individual. Se, levados pela confiança de uma amizade, frequentássemos livremente a casa de um amigo, onde nos fosse oferecido o prazer de ser bem atendidos e de passar momentos agradáveis, e, por uma deficiência de nosso temperamento ou caráter, incorrêssemos em uma falta que o desgostasse, perderíamos essa liberdade. De igual modo aconteceria se, havendo tido a liberdade de frequentar à vontade uma instituição ou outro lugar qualquer, nos víssemos obrigados a nos privar disso por causa de uma má atuação ou de um desses momentos irrefletidos que geralmente motivam desagrados. O mau comportamento, portanto, é motivo de constante diminuição da liberdade individual.

O conhecimento é o grande agente equilibrador das ações humanas e, em consequência, ao ampliar os domínios da consciência, é o que faz o ser mais livre, ou seja, aumenta o direito de maior liberdade, ainda quando condicionando esse direito às altas diretivas de seu pensamento.

E assim, enquanto o conhecimento confere uma maior liberdade a quem sabe usá-la com prudência e inteligência, a ignorância a reduz, como também a reduzem, já o dissemos, os erros e as faltas cometidas.

A liberdade terá de ser concebida em todo o seu volume, importância e conteúdo; e quando a humanidade compreender em que medida deve usá-la, conservá-la e defendê-la, então se haverá afirmado na alma dos homens o seu verdadeiro e sublime conceito, e o mundo terá dado um grande passo adiante.

Trechos extraídos da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 2 p. 205
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