É necessário ensinar a juventude, sem afastá-la dos estudos correntes, a buscar novos e fecundos estímulos para sua vida, abrindo os canais de sua mente a todo conhecimento que facilite o livre desenvolvimento de sua iniciativa.
O cultivo da inteligência, numa incessante superação, fará com que se abram esses canais até conectá-los a todas as coisas que interessem à vida humana. Não é nada estranho que, em tais condições, o ser se sinta atraído pelo afã de agigantar seus esforços, a fim de que a vida adquira cada dia maior amplitude e se prolongue até o infinito.
Não é tarefa fácil, entende-se, alcançar tão alta realização, mas nem por isso deixa de ser atraente tentá-lo, pois que, ainda que só se conseguissem escalar alturas menores, estas seriam sempre valiosas para os fins da existência.
Para abrir os canais mentais e encaminhá-los na direção dessas elevadas miras, é preciso submergir a mente, pelo menos em certos instantes, no oceano das idéias; pensar muitas coisas e escolher uma para segui-la com o pensamento até a consumação do propósito perseguido.
Muitos exemplos já houve no mundo; muitos acontecimentos estão registrados na História. Por que, então, não ensinar a extrair deles conseqüências úteis e felizes para a vida? Se a juventude não for guiada pela persuasão do exemplo, seguirá às cegas, de um lado para outro, sem atinar, salvo raras exceções, como se orientar em meio à confusão reinante.
Faz-se necessário, repetimos, que a juventude caminhe na esteira dos exemplos; que se guie por eles, sobretudo por aqueles que deixaram uma pegada mais profunda nos caminhos do mundo; só assim poderá surgir nela a luz de novas inspirações.
O amor ao trabalho conduz, invariavelmente, a uma vida próspera e cheia de possibilidades. Quem nada faz não pode experimentar os momentos felizes reservados ao homem de empresa e iniciativa, mas quem está em constante atividade, quem sempre faz algo, encontra, mesmo nas pequenas coisas, as mais ternas satisfações.