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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

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É preciso encaminhar a juventude

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

É necessário ensinar a juventude, sem afastá-la dos estudos correntes, a buscar novos e fecundos estímulos para sua vida, abrindo os canais de sua mente a todo conhecimento que facilite o livre desenvolvimento de sua iniciativa.

O cultivo da inteligência, numa incessante superação, fará com que se abram esses canais até conectá-los a todas as coisas que interessem à vida humana. Não é nada estranho que, em tais condições, o ser se sinta atraído pelo afã de agigantar seus esforços, a fim de que a vida adquira cada dia maior amplitude e se prolongue até o infinito.

Não é tarefa fácil, entende-se, alcançar tão alta realização, mas nem por isso deixa de ser atraente tentá-lo, pois que, ainda que só se conseguissem escalar alturas menores, estas seriam sempre valiosas para os fins da existência.

Para abrir os canais mentais e encaminhá-los na direção dessas elevadas miras, é preciso submergir a mente, pelo menos em certos instantes, no oceano das idéias; pensar muitas coisas e escolher uma para segui-la com o pensamento até a consumação do propósito perseguido.

Muitos exemplos já houve no mundo; muitos acontecimentos estão registrados na História. Por que, então, não ensinar a extrair deles conseqüências úteis e felizes para a vida? Se a juventude não for guiada pela persuasão do exemplo, seguirá às cegas, de um lado para outro, sem atinar, salvo raras exceções, como se orientar em meio à confusão reinante.

Faz-se necessário, repetimos, que a juventude caminhe na esteira dos exemplos; que se guie por eles, sobretudo por aqueles que deixaram uma pegada mais profunda nos caminhos do mundo; só assim poderá surgir nela a luz de novas inspirações.

O amor ao trabalho conduz, invariavelmente, a uma vida próspera e cheia de possibilidades. Quem nada faz não pode experimentar os momentos felizes reservados ao homem de empresa e iniciativa, mas quem está em constante atividade, quem sempre faz algo, encontra, mesmo nas pequenas coisas, as mais ternas satisfações.

Extraído de artigo da Coletânea da Revista Logosofia pág. 251
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