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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Deficiência: Indolência
Antideficiência: Autodeterminação

A indolência paralisa os recursos ativos da vontade e mergulha o ser numa passividade nociva, que afeta sua psicologia, tornando-o improdutivo e inábil para qualquer função de responsabilidade. Desprovido de interesse e iniciativa, move sua vida lentamente, como se temesse que o menor esforço viesse a interromper permanentemente seu inveterado costume de não fazer nada.

O embotamento mental, que entorpece as energias vitais e debilita a existência, é seu efeito mais penoso. Sem degustar o conteúdo da vida, feito de atividade, o indolente a vive de forma vegetativa e rotineira.

Esta falha não deixa a pessoa cumprir satisfatoriamente suas obrigações, sendo isso motivo para que não se confie nela e para que sejam pouco valorizados os serviços que presta.

Se atássemos a uma viatura duas forças iguais, uma puxando para o norte e a outra em sentido contrário, teríamos como resultado a imobilização do veículo. Algo parecido acontece com o indolente. Pode ser que se trate de uma pessoa normalmente dotada para o estudo, ou com boas aptidões para o trabalho, mas, ao não desenvolvê-las por causa da apatia e da falta de interesse com que encara seu desenvolvimento, sua vida não progride, estanca-se. O mesmo acontece com quem desenvolve sua atividade num só sentido, enquanto vão ficando postergadas outras possibilidades igualmente produtivas de sua inteligência. Como se vê, ambas as vidas poderiam dar excelente fruto, mas se malogram ou reduzem suas prerrogativas em razão dessa dualidade a que nos referimos. É óbvio que ocorre o contrário quando essas duas forças – inteligência e vontade – se unem e se orientam numa mesma direção, e tudo propende para um só objetivo: a consumação daquilo a que o ser se propôs realizar em sua vida.

As energias internas, adormecidas faz tempo, não despertam por arte de magia.
É necessário reeducá-las no exercício de suas funções


Se por um instante o indolente pensasse com seriedade nas funestas consequências que esta deficiência acarreta, talvez encontrasse forças para sair de sua inabilitação. Mas ele não pensa nem se comove ante a desoladora perspectiva de seu futuro; daí que lhe falte decisão e valentia para fazê-lo, e prefira deixar-se estar à mercê do acaso, enquanto o tempo passa e, com ele, a vida.

Na verdade, se o indivíduo indolente não tem a seu alcance um auxílio direto e eficaz, poucas probabilidades terá de sobrepor-se a seu defeito, e menos ainda de vencê-lo. Tenha-se em conta que as energias internas, adormecidas faz tempo, não despertam por arte de magia.

É necessário reeducá-las no exercício de suas funções. É isso precisamente o que o conhecimento logosófico faz, ao promover nessas energias uma saudável reação, em virtude da atividade que as estimula. Mas o indolente conseguirá interessar-se por isso? Preparar-se-á com firmeza para o propósito de desembaraçar-se de sua falha? Dizemos isso porque tal empresa requer decisão no comportamento, autodeterminação, atitude que só pode ser adotada por aquele que queira de verdade superar tal inconveniente. 

Trechos extraídos do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, p. 63
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