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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Deficiência: Impulsividade
Antideficiência: Contenção

Esta deficiência atua de forma intempestiva, pois o arrebatamento mental que a caracteriza influi sobre a vontade, obrigando-a a ceder. O pensamento que a excita pareceria estar espreitando uma oportunidade para saltar como a cobra de pano encerrada na caixa de surpresa.

A impulsividade é um pensamento impetuoso que provoca a reação imediata da mente ante qualquer motivo que surja açulando-o; manifesta-se como ato irrefletido do indivíduo.

Há circunstâncias em que ela configura um quadro psicológico contraditório, pois pessoas habitualmente serenas inesperadamente põem em evidência sinais inconfundíveis desta imperfeição, isto é, alteração do ânimo e consentimento ao desafogo mental.

Há deficiências que influem sobre as demais, ora ativando-as, ora forçando-as a compartilhar sua intenção; uma delas é a impulsividade. Tem muito a ver com a indiscrição, pois o impulso irrefletido leva, às vezes, a expressar o que se sente ou se pensa a respeito de pessoas, assuntos ou coisas, apesar do propósito que se tinha de mantê-lo em reserva. Também há circunstâncias em que atua por causa de sua vinculação com a suscetibilidade, o orgulho, a presunção, etc.

A impulsividade altera continuamente a paz interior. Por outro lado, o impulsivo não mede as consequências dos impactos que produz no semelhante, e de seus desplantes surgem com frequência atitudes que destoam do trato exigido pela convivência, tanto dentro da órbita familiar como no meio social que frequenta, onde não são poucas as pessoas que se previnem contra ele.

Faz agir fora de hora, sem oportunidade, sem cálculo, sem medida, e do mesmo modo que afeta com sua manifestação as zonas mentais do indivíduo, influi, nos temperamentos emotivos, sobre a região sensível. Percebe-se isso no choque emocional que impele o ser a identificar-se desmedidamente com a dor alheia. Em alguns casos, a exteriorização do ímpeto emotivo é tão acentuada que alcança contornos lamentáveis. Referimo-nos àquelas pessoas que, esquecendo seus deveres naturais, se deixam envolver em excesso por fatos que deveriam reclamar tão-somente uma parte de sua comiseração.
 

Poucos são os seres humanos afetados pela impulsividade
que têm consciência de que ela é causa de muitos de seus infortúnio

Impedir que suas insolências perturbem a tranquilidade interior ajudará a estabelecer o hábito da contenção, que significa o domínio de uma reação, que tem efeito deprimente sobre o ânimo.

Se temos interesse em levar adiante esse propósito, começaremos por fazer um estudo da deficiência, anotando cada uma das circunstâncias que ocorram à recordação, para mostrar-nos como se manifesta nossa impulsividade e os efeitos negativos que produz. Em seguida, será posta em atividade a antideficiência, a qual, exercitada em todos os momentos, não tardará em nos dar prova de sua grande eficácia como elemento neutralizador da impulsividade.

O hábito da contenção floresce quando se consegue imobilizar a impulsividade, impedindo-a de descarregar seus arrebatamentos. 

Trechos extraídos do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, p. 42
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