artigos


Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Como ser bom sem cair na ingenuidade

A idéia de ser bom não deve resumir-se no simples fato de ser mais bondoso, de socorrer o necessitado que mais perto esteja de nosso alcance, ou de nos oferecermos generosamente sem a mínima prevenção e sem a limitação razoável que cada caso exige. Não; é um grave erro, e quem se atenha a tão equivocada compreensão do que deve significar realmente ser bom ou fazer o bem, deverá sofrer, como é lógico, as conseqüências de tamanha ingenuidade.

O conceito logosófico é, a esse respeito, tão amplo e claro que se torna acessível até aos de mais escasso entendimento. Estabelece, com efeito, que não se pode ser bom na verdade se não existe a excelência moral, mas como índice inconfundível de uma evolução que revele essa potestade superior, exercida com plenitude de consciência. É necessário, pois, distinguir a enorme diferença que existe entre o bonachão falto de luzes e de experiência e o homem bom por sua integridade moral, que sempre lutou para superar-se, impondo-se, muitas vezes, a privação dos prazeres triviais, a fim de achar no superior, após muitos esforços, sensações mais gratas a seu espírito.

O bem conscientemente prodigalizado, cedo ou tarde retorna ao benfeitor

Nesse afã de aperfeiçoamento, o homem aprende a ser bom, porque conhece e sabe diferençar o justo do injusto e a verdade do erro. Seu próprio exemplo constitui por si só um constante fazer o bem, porque beneficia a todos que se vinculam à sua vida. Seu conhecimento da Lei de Caridade, enunciada pela Logosofia, converte-se num dom que lhe permite ajudar sem nunca se equivocar, procurando auxiliar, como é natural, a quem mais merece e necessita. Não faz a caridade, pois, ao deus-dará, como no outro caso, mas sim sabendo que para Deus é boa.

Além disso, costuma semear o bem em muitos lugares, porque sabe que todos os seres, sem exceção, necessitam de uma parte desse bem, grande ou pequena, mesmo quando não o saibam ou creiam que têm tudo. Consciente do exercício que faz de tal conhecimento, não o preocupa se, eventualmente, aparece algum ingrato, devolvendo-lhe o mal pelo bem, nem se afeta por isso; sabe que, no final, cada coisa volta ao seu lugar. E assim como a pedra atirada pelo que está embaixo costuma muitas vezes despencar das alturas e alcançá-lo, golpeando-o quando menos espera, o bem conscientemente prodigalizado, além de beneficiar o semelhante, cedo ou tarde retorna ao benfeitor, converti­do em mil formas diferentes e, muitas vezes, nos momentos mais oportunos.

Extraído de trechos do livro Diálogos págs. 95-96
Cadastra-se Projeto Cultural