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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Atividade é vida!

Se o descanso é reparador das energias gastas na atividade, o trabalho é, por sua vez, reparador dos debilitamentos ocasionados pela inércia mental. Convém, pois, sob todo ponto de vista, que a mente esteja sempre ocupada em algo útil
Deve-se ter por conduta o desenvolvimento de um constante labor de adestramento mental, no sentido de predispor o ânimo a sustentar uma resolução com firmeza e afastar, assim, todos os sintomas de indecisão e de preguiça.

A paciência há de ser uma das virtudes que mais se deve cultivar, por ser a que cria a inteligência do tempo.

Compreender a linguagem do tempo e atuar inspirado por seus conselhos deve constituir uma das máximas aspirações do ser humano, pois o arcano que com isso se revela à consciência transcende todos os limites da imaginação.

Para o homem consciente, para o que sabe esperar com sensatez as coisas que são objeto de sua preocupação, por mais variadas e até adversas que sejam a seu gosto, deve continuar existindo para sua razão todo o tempo necessário, até que vincule à sua vida e se harmonize com suas aspirações, se estas são justas e razoáveis. Em outras palavras, as grandes obras, como as pequenas, requerem seu tempo, mas desde que esse tempo seja fértil e não estéril. Em consequência, quem perseverar alcançará triunfos merecidos e não esmorecerá em seus afãs, enquanto atua com inteligência, discrição e tolerância.
 

Todo aquele que cessa seus empenhos sempre se acha no princípio.

 
Toda interrupção é perniciosa e compromete a eficácia dos meios honestos e úteis que se empregam e, também, os resultados a que se aspire chegar.

Na própria Natureza, quando se interrompe um processo, altera-se a harmonia de suas combinações, perturbam-se as funções dos elementos que nele intervêm e, finalmente, malogra-se sua manifestação, ou seja, o resultado do processo.

E, se isto ocorre exatamente nos seres mais visíveis da Criação, não é admissível que, tratando-se do homem, exista uma exceção.

O segredo está, pois, na continuidade, na não interrupção das energias de que se dispõe para alcançar um propósito que haverá de vincular-se estreitamente à vida. Jamais se conseguirá uma culminação feliz se, em qualquer dos estados em que se encontre o processo iniciado, rompem-se bruscamente os fios de conexão com a consciência.

Pode-se ilustrar esta imagem de forma mais gráfica se tomarmos um exemplo corrente, como o do estudante de direito ou de medicina que interrompe seus estudos. Não conseguirá – é lógico admiti-lo – terminar sua carreira, uma vez que terá malogrado o processo que devia levá-lo ao término dela.

 Um fato que se repete muitas vezes e que evidencia esta tese é o de que todo aquele que cessa seus empenhos, hoje nisto e amanhã naquilo, sempre se acha no princípio e não varia sua posição, mesmo que o passar dos anos abale sua altivez.Os seres compreendidos neste quadro jamais chegarão a conquistar nada, pois serão impedidos pela inconstância e a imprevisão.


 

Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 70
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