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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Amizade - Como conservá-la

Um conceito que gostaria de apresentar-lhes, precisamente nestes momentos em que existe o perigo de os homens se afastarem dele e sobrevir o mais espantoso dos desvios humanos, é aquele que foi consagrado por quase todos os povos do mundo como algo que jamais deveria ser alterado: o conceito de amizade. Este conceito tem-se debilitado não somente entre os povos da Terra como também nos pequenos núcleos de homens; isso será, sem dúvida, a causa iniludível de más conseqüências para o futuro.

A amizade – já disse e é comum ao entendimento de todos – nasce da simpatia mútua mas, muito especialmente, da semelhança de certos pensamentos que movem e inclinam uns e outros para mais ou menos iguais preferências.

Quando a amizade se torna um conceito entre as partes de um conjunto, esse conceito rege-as todas. Não pode nenhuma delas fazer dessa amizade um uso particular, diferente do que faz o conjunto ou a parte com a qual travou amizade, porquanto estaria abusando da generosidade do conceito, ao qual deve render o culto de sua lealdade.

Deve-se cultivar o respeito, principalmente se essa amizade nos honra e nos é sadia e agradável.

Quando a amizade não une os homens é porque algo impede seu acercamento e os separa; e, quando a amizade não existe, tampouco existe o apreço nem pode se inspirar confiança entre eles.

Não havendo amizade, a reserva recíproca é um fato lógico; mas, quando ela une os homens em disposição de generosa tolerância, auxílio e colaboração mútua, toda reserva, todo isolamento, conduz ao debilitamento dessa amizade e o conceito sofre pelo mau uso que se faz dele.

Tenho visto como padece e se ressente a amizade quando quem faz dela um culto e a distribui prodigamente sem traí-la jamais em seus impulsos naturais de expressão não é correspondido com a franqueza, a lealdade, a clareza e a simplicidade que convêm ao conceito. Inevitavelmente, nestes casos, sobrevém a dúvida; o ser sofre e se esforça por conservar dentro de si a pureza dessa amizade mas, afinal, a não correspondência reiterada provoca a reação, e é aí onde a amizade se rompe e surge a inimizade.

Tenho pensado repetidas vezes nisto e observado que, se os seres humanos prestassem mais atenção aos deveres que contraem uns com os outros, evitariam para si muitos sofrimentos, muitos tropeços e conservariam muitos amigos.

Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, págs. 214 a 215
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