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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A simpatia

Entre os múltiplos aspectos que configuram a psicologia do ser humano, destaca-se com singular relevo o que diz respeito à sua maneira de ser; e dizemos à sua maneira de ser, porque, no relacionamento com os semelhantes, isso tem uma importância capital. Assim, por exemplo, vemos que quando uma pessoa é culta, afável e compreensiva inspira simpatia por todas as partes; ao contrário, quando é tosca, intolerante, irrefletida, impaciente ou áspera, produz no ânimo dos que o cercam certa prevenção, que de imediato se torna antipatia.

 

 

A simpatia se conquista pela naturalidade no trato, 

pela agilidade e pela graça que se exterioriza,

 

bem como pela boa disposição para tornar agradável o momento de sociabilidade. Quando isto ocorre, todos os que se vinculam àquele que é dotado de tal condição se sentem animados, à vontade e sensíveis a uma franca amizade. O pessimista, sem ir mais longe no exemplo, faz fugir de seu lado todos aqueles com quem trata, pois tudo para ele é fracasso e negação; vive amargurado e parece até sentir prazer em transmitir seu lamentável estado de ânimo.

 

Muitos pensam e costumam manifestar, ao perceberem que sua fisionomia desperta antipatia naqueles que com ele convivem, que Deus o fez assim. Isto, em realidade, não está certo, pois não é preciso muito para transformá-la e fazê-la atraente e simpática. Basta apenas iluminá-la com pensamentos de otimismo e com uma apreciável dose de boa vontade no exercício diário de suas exteriorizações. Acaso não se têm visto, muitas vezes, seres feios por natureza que, ao exaltarem suas qualidades a um grau máximo, chegaram até a inspirar profunda simpatia, embelezando sua fisionomia com a graça de suas finas manifestações e fazendo-se agradáveis por sua conversação amena e interessante? Por outro lado, temos visto seres de belos rostos se tornarem antipáticos, mal iniciamos com eles uma convivência, por estar ausente neles aquele dom da atração pessoal próprio das inteligências cultivadas e das pessoas de boas maneiras.

 

Na vida corrente, os ambientes se formam por afinidade de ideias, de interesses e pela semelhança das modalidades, mas acima de tudo pela atração simpática de uns e outros, que torna agradável o círculo social. 

 

Seria o caso, portanto, de aconselhar que cada um, ao se levantar pela manhã, tendo presente a importância de que se reveste esta realidade, adquirisse o costume de exercitar seu temperamento em diversos movimentos tendentes a manifestar uma modalidade agradável aos semelhantes com quem haverá de conviver; desta forma, conseguirá polir as asperezas, os atos intempestivos e os gestos chocantes, que sempre produzem reações adversas no próximo. Com isto, cada ser preparará sua conduta diária com verdadeiras vantagens para sua tranquilidade e felicidade.

 

A simpatia é algo que convém a todos cultivar; por seu intermédio, é costume que se chegue, na maioria das vezes, onde não é possível chegar com formas de expressão que atentem contra a cordialidade humana.

Texto extraído da Coleção da Revista Logosofia, tomo 2, pág. 187
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