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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A responsabilidade como expressão dos valores humanos

 

A responsabilidade, como expressão dos valores humanos, é precisamente uma das mais importantes expressões habitualmente usadas para definir a idoneidade moral e material.

Ela assume diversos significados, os quais, embora levem a um mesmo ponto, diferem entre si de acordo com as situações e com o papel que a responsabilidade desempenhe neles. Os deveres e obrigações correspondentes às respectivas atividades, quando se depende de outros, implicam responsabilidade. Este é o caso de empregados, operários e de todos aqueles em cujas mãos se depositou a confiança de uma função a cumprir, e é também o caso do soldado que deve responder ao comando que recebe. Aumentando na escala da hierarquia o volume da responsabilidade, ainda encontramos a assumida por chefes e patrões, bem como por quantos desempenham atividades cuja função estende a responsabilidade a valores de diversa natureza. Sucessivamente e no respectivo grau, a responsabilidade se fundamenta na solvência moral, na capacidade intelectual e na posição econômica que cada um tenha.

Este vocábulo assume um caráter mais amplo, até poderíamos dizer que se distingue, ao se elevarem de categoria as funções humanas nas quais assume valor. Nos grandes estadistas, nos que ocupam os cumes da ciência e também em todas aquelas figuras que gravitam na ordem espiritual, social e econômica de um povo, a responsabilidade alcança elevada significação, já que representa a garantia mais proeminente para todos os que os conhecem e lhes dispensam respeito, dentro e fora dos países a que pertencem. É a amplitude que abarca tal responsabilidade o que lhes concede a indiscutível autoridade que assumem em suas funções, sejam elas de Estado ou pertençam à especialidade na qual se destacam.
 
Quando são os governantes, por exemplo – e isto a História leva em boa conta nos fatos que registra –, os que revelam possuir responsabilidade moral, social ou econômica, e tanto melhor se as três estiverem unidas, os povos sentem uma verdadeira segurança em seus destinos, pois ninguém melhor que eles, que são parte do mesmo povo, cuidarão do progresso e bem-estar do país que governam.
 
Nessa acepção, o vocábulo compreende já a responsabilidade histórica, que se forja através de toda uma atuação e na qual o prestígio pessoal – soma das condições, qualidades, obras realizadas, etc. – chega a assumir às vezes características de consagração, sedimentando-se com isso a história do próprio ser que a fecundou.
 
Em tempos passados, os reis e os altos dignitários das cortes cuidavam de seus atos tanto como de suas vidas, para não afetar em nada sua responsabilidade histórica. E foi a consciência dessa responsabilidade a que sempre inspirou suas ações e evitou que se esquecessem de suas altas posições.
 
Responsabilidade significa compromisso e garantia de honestidade e capacidade de cumprimento; compreende a soma dos valores que alguém possui ou representa; constitui a constância que legitima os atos individuais e lhes dá o caráter de próprios.
Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia tomo 2, p. 213
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