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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A razão e o conhecimento

Existe na mente uma faculdade, a razão, à qual muitos atribuem papel primordial ao considerar ser ela a que discerne sobre o bem e o mal, a verdade e o erro, o belo e o feio, o grande e o pequeno. 

 

Em que medida esse discernimento se ajusta aos ditados da verdadeira razão? Em que a razão baseia seus juízos? O certo é que não se pode falar de razão sem estabelecer diferenciações, nem sem antes conhecer o significado do que ela é e representa em realidade. 

 

Todos os seres humanos possuem uma mente com as mesmas faculdades. Entretanto, consta para todos nós que a razão, ou os juízos elaborados por ela são negados com reiterada frequência, tornando-se necessário lutar para defender o que se sustentou, não obstante ter consciência de não tê-la perdido. Outras vezes acontece que se quer ter mais razão do que os outros, como se esta faculdade fosse como dinheiro, que uns têm mais e outros menos, embora nem sempre por justiça de seus méritos. Observamos também existir na criança, por exemplo, uma razão como a do adulto, mas não pode utilizá-la nem servir-se dela como as pessoas que já tenham cumprido bons anos de vida; além disso, há seres de idade avançada que tampouco podem servir-se de sua razão, não porque lhes falte, senão porque nunca a cultivaram. 

 

Quanto maior o conhecimento, maior a razão

 

A razão somente age baseada nos conhecimentos que se tenha. É o conhecimento o que lhe dá vida; sem ele, não poderia exercer sua função diretriz, como faculdade central da mente, pois o conhecimento constitui sua razão de existir. 

 

Daí que a razão da criança não possa discernir sobre uma mesma questão exatamente como o faria três ou quatro anos mais tarde. E daí também que, embora em todos exista o que se tem chamado razão, nem todos podem servir-se dela como corresponde, nem experimentar segurança sobre o que discerne, porque a razão não pode julgar só pelo fato de existir. 

 

A razão requer o auxílio imediato do conhecimento para poder discernir; ela não pode estabelecer nenhum juízo sem antes haver buscado e reunido os elementos indispensáveis a tal função. De modo que os conhecimentos aumentam o volume e a consideração do juízo que esta faculdade central, que se chama razão, vai elaborando; nutrida por esses conhecimentos, pode fazer com que eles nutram a razão de outros. 

 

De tudo isto depreende-se que quanto maior o conhecimento, maior a razão; e se os conhecimentos formam a base permanente da existência, é lógico pensar que, quando a razão se  nutre constantemente com o conhecimento, a consciência desperta em uma nova existência. A razão, pois, não pode agir sensatamente sem antes experimentar a consciência do saber pelo conhecimento.

Texto extraído do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 146
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