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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A percepção consciente no ato de pensar (2a parte)

Quando concebemos a ideia de fazer uma viagem, porventura não nos vêm à mente os meios de que nos valeremos para realizá-la, os recursos econômicos com que contamos, os inconvenientes mais imediatos, as pessoas que poderiam nos acompanhar e um sem-número de implementos relacionados com a ideia de viajar: roupas, malas, objetos, etc.?

 

Entretanto, nisso não interveio a função de pensar; o que ocorreu foi simplesmente um ato prévio a essa função, já que os elementos que com tanta precipitação acorreram à mente não poderiam ter sido elaborados por ela, sendo, sem dúvida, conhecidos ou talvez os mesmos que intervieram noutra oportunidade, em análoga circunstância.

 

Ao tomarmos uma decisão, é preciso amadurecer o propósito mediante o exame

reflexivo de tudo o que haverá de intervir em sua execução

 

Na maioria das pessoas, este fato permanece estranho à percepção interna, do mesmo modo que essas pessoas permanecem estranhas às sensações de sua consciência com relação à função de pensar. Essa função entra em atividade, por exemplo, quando, ao tomarmos uma decisão, nos vemos na necessidade de amadurecer o propósito mediante o exame reflexivo de tudo o que haverá de intervir em sua execução, buscando, entre os elementos à vista de nosso juízo, os que melhor se ajustem à circunstância.

 

Aquele que segue os estudos de Logosofia tratará de ser consciente de toda atividade que sua mente desenvolva e seus movimentos mentais não deverão passar despercebidos. Quando lhe surgir o propósito de realizar algo, não deixará o ato que precede a preparação desse projeto entregue a movimentos involuntários, automáticos; ao contrário, predisporá a mente por sua própria vontade e, ao selecionar depois os elementos que considere úteis ou necessários à finalidade que persegue, o fará experimentando a certeza de estar assistido por sua consciência.

 

O domínio do campo mental próprio permite que o ser transcenda sua limitação e desenvolva sua vida em planos de consciência mais elevados. Nisso se baseia o segredo da realização humana. 

Extraído do livro Logosofia: Ciência e Método, pág. 50
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