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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A percepção consciente no ato de pensar (1a parte)

A função de pensar, praticada como ensina a Logosofia, manifesta-se quando o ser, ao efetuar por força do novo saber as primeiras reflexões, percebe que, nessa função, sua vontade intelectiva atua respondendo à direção lúcida da consciência. Sente, ao mesmo tempo, que pensa sob os auspícios de uma nova concepção psicológica humana e observa que suas reflexões adquirem maior amplitude. 

 

Entre esta nova forma de exercer a função de pensar e a correntemente praticada, há uma diferença fundamental que se apoia no fato de que, enquanto a última responde a necessidades do momento, atendendo a reclamos ou urgências de ordem material, a função de pensar orientada pelo método logosófico obedece a um plano de vastos alcances na ordem mental, psicológica e espiritual. A faculdade de pensar não atua isoladamente; ao contrário, conduzida pelo próprio método, conecta cada esforço que realiza a uma oportunidade mediata ou imediata, que deverá ser preparada com antecipação para o seu aproveitamento.

 

Utilizemos, para maior ilustração, o caso similar do indivíduo que respirou, durante toda a sua vida, sem pensar nisso a não ser em circunstâncias isoladas, nas quais até se impôs a prática de algumas inspirações profundas, para levar com mais amplitude o ar a seus pulmões. Em determinado momento, decide submeter-se à direção de um especialista para poder realizar, com método, exercícios respiratórios convenientes à sua saúde e à sua conformação física. Até esse instante, não havia pensado nos benefícios de um adestramento dessa natureza, mas, agora, ao praticá-lo visando a um resultado já previsto, seu pensar analisa as vantagens do procedimento e comprova os frutos desse empenho, manifestados num maior volume torácico, numa melhor irrigação do cérebro e num enriquecimento da corrente sanguínea. Sua respiração contém, pois, o impulso profundo da ação mental consciente.

 

A consciência nunca deve permanecer reduzida em seus alcances, porque o homem deve projetar para um futuro de ilimitadas possibilidades o potencial dinâmico da consciência, por ser ela que sustém, em razão de sua essência incorruptível, a vida do homem como principal figura da criação terrena. Isso significa que os resultados obtidos por meio da função mental consciente, por bons que sejam, carecem de virtude diante das prerrogativas que a Logosofia oferece, ao faltar a realização que rompe a estreiteza física e conecta cada esforço à aspiração de alcançar o aperfeiçoamento transcendente.

 

É de vastas projeções para a vida saber que a mente pode funcionar 

com lucidez acima da habitual

Mas, não o é saber que, além daquilo que se pensa no momento de fazer uso dessa faculdade, pode-se conhecer o que se pensará amanhã, em virtude de uma preparação adequada da mente, que o ser levará a cabo por si próprio, utilizando à vontade os recursos com que conta? 

Em outras palavras, o que se pensará amanhã estará sempre relacionado intimamente com o que se pensa hoje, e existirá também a certeza de que o pensar futuro será um complemento que vai melhorar o que a faculdade de pensar se ache atualmente elaborando. 

Extraído do livro Logosofia: Ciência e Método, pág. 47
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