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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A mulher com seus encantos superiores

A mulher luta para se mostrar bonita, atraente, com porte elegante e gestos cultos, graciosos. E não há dúvida de que muitas o conseguem, e com facilidade. O conjunto de sua pessoa se mostra, assim, atraente, vistoso, e seguramente exerce uma influência considerável. Entretanto, em seu afã de embelezar-se fisicamente, a mulher tem-se descuidado num grau extremo da beleza de sua fisionomia moral e psicológica. Muitas, sem perceberem a grande importância de que se revestem as características superiores – tão sublimes que imprimem no rosto o inconfundível traço da cultura em sua mais fina manifestação –, afligem-se com seus fracassos e não conseguem compreender a que obedece sua infelicidade.

Uma flor pode ser muito vistosa e até admirada num ramalhete de flores, mas, se não tem perfume, ao contemplá-la sozinha veremos que a ilusão de sua beleza se esfumará tão logo se manifeste como uma coisa inerte, incapaz de nos comunicar as delícias de sua intimidade, a fragrância de seu espírito, que tão grato se revela à alma que o aspira.

A mulher cujo espírito carece de cultivo, de ilustração, pode se tornar tão sem graça quanto a flor meramente vistosa. Se, porém, ela se esmera em polir seus modos, se percebe que a bondade e a alegria devem ser parte inerente de sua natureza feminina, aplicando-se à tarefa de fazer desaparecer os defeitos de seu caráter ao mesmo tempo que faz desaparecer as impurezas de seu rosto, verá que sua vida florescerá cheia de esperanças e se converterá, por seus encantos, na flor predileta do espírito.

O cultivo mental deve constituir para a mulher uma necessidade tão intensa quanto a que sente de embelezar sua pessoa.

A Logosofia encara o problema da mulher em sua essência, começando por interessar vivamente seu pensamento e fazendo com que a natureza feminina experimente os benefícios de um encanto superior, qual seja o da graça do espírito pelo cultivo das faculdades mentais.

Uma mulher discreta, gentil e culta é sempre agradável, esteja onde estiver. Os atrativos da alma costumam ser muito mais poderosos do que os do físico. Ela deve ser fina em seus modos e em sua linguagem. Todo gesto ou atitude que atente contra sua feminilidade a enfeia, chegando mesmo a convertê-la numa pessoa que inspira repulsa.

Para adquirir as belas qualidades que tanto adornam seu caráter, é necessário que a mulher se disponha a isso com especial dedicação. Aprendendo a conhecer de que modo os pensamentos atuam e influenciam a vida, buscará a companhia daqueles que elevem seu espírito e contribuam, por um lado, para dar brilho a sua figura de mulher superior no meio ambiente em que atue e, por outro, para fazer com que sua alma desfrute as inumeráveis prerrogativas que o conhecimento abre às possibilidades de viver uma vida mais ampla.

Portanto, o cultivo mental deve constituir para a mulher uma necessidade tão intensa quanto a que sente de embelezar sua pessoa.

E quem, senão os próprios filhos, haverá de recordar com gratidão essa graça quase sublime que uma mãe inteligente e culta derrama sobre suas almas? Que prêmio maior pode haver para seus sacrifícios que o de ver seu nome, símbolo de exemplo, ser bendito e venerado por todos? Mulheres assim são as que forjam o ideal das gerações.

 

Trechos extraído de artigo da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 3, p. 1
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