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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A iniciativa privada como base do progresso

É uma verdade inquestionável que todo esforço individual tendente a um melhoramento das condições pessoais, familiares ou da sociedade em geral é digno do melhor estímulo e do maior respeito. Sua importância na vida de relação é de um inestimável valor pela contribuição que significa para o progresso das perspectivas coletivas.

 

O ser de iniciativa, salvo raras exceções, é em si trabalhador, entusiasta e em muitos casos estudioso ou investigador avançado. De seu empenho surgem em inúmeras ocasiões obras dignas do maior elogio, e não poucos são os que se beneficiam graças a esse esforço dos capazes, isto é, dos que não somente sabem bastar a si mesmos senão que sabem ajudar os demais fomentando, com seu exemplo construtivo, a difusão do progresso.

 

Não auspiciar a iniciativa privada, não ampará-la e estimulá-la em tudo o que seja necessário para sua livre expansão, implicaria esterilizar as energias individuais e retirar da sociedade as mais fecundas fontes de adiantamento e bem-estar social.

 

O que seria um país, por exemplo, em que a cada ser fosse designada uma determinada obrigação e todos caíssem em uma rotina improdutiva? A resposta é bem fácil de conceber, pois nada é mais incômodo nem mais pesado a um país, a uma sociedade ou a uma família do que carregar o peso morto daqueles que, por incapacidade ou indolência, se acham sempre à mercê do socorro alheio. 

 

O homem de iniciativa própria trabalha e oferece trabalho aos demais. Daí que o auspício da iniciativa privada seja um dos meios mais acertados e melhores para solucionar o problema da inatividade. Mas isto somente não bastará como solução eficaz; se requer, ao mesmo tempo, inculcar em cada um a necessidade que deve logicamente experimentar, como ser racional, de contribuir com seus esforços para que sejam sempre menos aqueles que se achem em condições de inferioridade que requeiram, necessariamente, o auxílio alheio para sua própria subsistência.

 

A iniciativa privada é construtiva por excelência e tende à cooperação do esforço geral

 

É, em resumo, o maior recurso para o progresso, desde que sempre se fundamentaram nela as maiores esperanças e de onde surgiu tudo de bom, nobre e valioso que contém a sociedade humana.

 

O homem que se forma sozinho e ajuda os demais a se formar é digno do maior respeito, porquanto destaca as qualidades de sua inventiva em benefício da sociedade e se constitui num elemento nobre, útil e ativo. 

 

As grandes conquistas da ciência, assim como as grandes reformas que a humanidade experimentou, os triunfos na arte, na técnica e em todas as atividades humanas, sempre se deveram a essa iniciativa da inteligência individual, mesmo quando depois participaram do benefício todos em comum.

 

Saber enfrentar a batalha pessoal no mundo interno de cada um constitui o primeiro impulso para fazer surgir de si mesmo o ser capaz. E a capacidade, como condição ativa da inteligência, é o dínamo propulsor das energias projetando-se sobre a vida em manifestações de iniciativa particular. 

Extraído da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 5, pág. 197
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