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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A confiança em si mesmo

Sempre se viu, por exemplo, a muitos decidirem empreender uma obra, grande ou pequena, e mais tarde abandoná-la pela metade, amiúde para empreender outra, ou outras, que também ficam truncadas, sem que exista uma explicação que justifique essa mudança de conduta, adotada, precisamente, para modificar as próprias decisões.

Pois bem; isso obedece, na maioria dos casos, à insegurança dos pensamentos alojados na mente; e se há tal insegurança, logicamente é porque eles não são fruto da concepção própria. Pensamentos de toda índole desempenham ali um papel preponderante, sendo muitos deles, às vezes, alheios aos motivos de preocupação em que o ser se acha absorvido.

Querer é poder quando o que se quer se sente profundamente

Ao contrário disso, quando se empreende uma obra e ela é levada a bom termo, é porque as reflexões foram bem amadurecidas antecipadamente, e a inteligência favoreceu o projeto graças à esmerada elaboração do plano a ser realizado. Em tais circunstâncias, o ser pode ter confiança e segurança nas diretrizes próprias, e dificilmente acontecerá que deva abandonar o trabalho começado, desde que antes de iniciá-lo tenha tomado, repetimos, todas as medidas que possam contribuir para assegurar o êxito na empresa.

Muitas vezes, um simples desejo mental, promovido por um ou outro pensamento, leva o homem a realizar coisas que, por não haverem sido devidamente pensadas, fracassam quase em seu início.

O pensamento executor de uma obra deve ter, necessariamente, raízes na consciência, pois é dela que o ser haverá de se valer toda vez que se sentir debilitado.

Diante do que ficou dito, temos de admitir que os mais capacitados são os que triunfam, levando seus projetos a uma feliz culminação. A capacidade compreensiva é, pois, imprescindível em todos os atos do pensamento, e é para ela que a vontade deve sempre apelar, a fim de não se debilitar em plena ação.

 

 
Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1 p. 137 e 138
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