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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A arte de ensinar e a arte de aprender (2a parte)

A arte de ensinar é muito dife­rente da arte de aprender. Efetivamente, tratando-se do conheci­mento transcendente, que guia para o aperfeiçoamen­to, não se pode ensinar o que se sabe se, ao fazê-lo, não for refletida, como uma garantia do saber, a segurança que cada um deve dar com seu próprio exemplo. É aí, justamente, que a arte de ensinar torna-se difícil, porque não se trata de transmitir um ensinamento ou mostrar que se sa­be isto ou aquilo; quem assim fizesse se converteria em um simples repetidor do ensinamento, em um autômato, e seu trabalho careceria de qualquer eficácia. Outra coisa é quando, por meio da palavra de quem ensina, coincidente com seus atos, vão se descobrindo qualidades relevantes; e outra coisa é, também, quando se vai manifestando a capa­cidade de assimilação naquele que escuta e aprende; então, quem aprende, aprende de ver­dade, e quem ensina, ensina conscientemente.

 

Um ensinamento pode ser transmitido bem ou mal por quem ensina, mas o fato de transmiti-lo mal não tem porque implicar má intenção ou má vontade; comumente é transmiti­do de forma errônea por não ter sido bem entendido, vivido e incorporado a si mesmo. Quem assim faz não possui, certa­mente, o domínio do ensinamento, que permite não esquecê-lo mais; e está longe de ser como aquele que, de posse de uma fórmula, pode reproduzir seu conteúdo a qualquer momento. Esquece o ensinamento quem não teve consciência de­le e, por isso, encontra-se na mesma situação de quem apren­de. Essas particularidades da arte de ensinar e da arte de apren­der devem ser tidas sempre muito em conta.

 

Quem é generoso ao aprender, é generoso ao ensinar

 

Para cultivar essas artes, quando se aprende, é preciso situar-se sempre na posição mais generosa, que é a de aprender sem mesquinhez, a de aprender para saber dar, para saber ensinar, e não com objetivos egoístas, fazendo-o para usufruto próprio, exclusivo, que é, em última análise, a negação do saber.

 

A Sabedoria Logosófica prodigaliza-se, por isso, aos que mais tarde saberão ensinar, aos que terão em conta, ao fazê-lo, todos os detalhes que comumente passam despercebidos e depois travam o entendimento dos seres.

 

Quem é generoso ao aprender, é generoso ao ensinar; mas nunca se deverá exceder nessa generosidade, pretendendo en­sinar antes de ter aprendido.

 

É necessário conhecer a fundo a psicologia humana, para des­cobrir todos os subterfúgios que existem no complexo e miste­rioso mecanismo mental do homem.

 

Quando se inicia a heroica empresa do próprio aperfeiçoa­mento, é necessário acostumar-se a caminhar com firmeza, sem vacilações nem desacertos, buscando sempre a segurança no próprio conhecimento, e, quando aquela não existir, este deve ser cultivado, para que se consiga obter esses frutos que fa­zem, depois, a felicidade interna.

 

Extraído do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 260 e 261
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